E quando meu corpo virar água oceânica,
Ele cairá do seu olho no arrependimento do meu sorriso triste,
No sangrar do meu coração que chorrará lavas nos seus dedos,
Na fotografia do nosso último respiro juntos.
Na brincadeira de apaixonados,
Eu entreguei meu coração,
Mas você trapaceou, e me deu um coração pirata,
Destruiu o meu, e nas dunas do Saara o jogou.
Mas você não pode destruir meus sonhos,
Eles são indestrutíveis,
E quando o juiz condenar o culpado,
Você vai lembrar do meu sorriso.
Era tão lindo, mas era só ilusão,
Era tão lindo, e as asas do anjo se abriu,
Mas não era verdade,
E a decepção como de uma criança que descobre que coelhinho da páscoa não existe.
Andando, correndo pela grande pista,
Sem rumo, sem caminho, sem destino escrito,
Enquanto o vento traz suas lembranças,
Numa lágrima a sair, e a ser levada a seu rosto.
Fugindo da realidade, e saindo de uma ilusão,
Perdida no precipício da tristeza,
Caminhando sobre os calcanhares de aquiles,
No nife ao congelar do meu olhar.
Com a esperança de que isso só seja um pesadelo,
Esperando que você acorde com um doce beijo,
Mas esse dia nunca chega,
E na constelação das minhas melancólicas palavras só brilham você.
Talvez, um dia nos encontramos por ai,
Esbaramos numa dessas cruzadas do caminho,
Onde os espelhos da verdade estejam presentes,
Eu acreditarei, e novamente pularei de olhos fechados sem medo de cair.
E com o seu olhar inundado, e minha raiva acumulada acima do amor,
E o ódio a encostar, com sua voz rouca,
E o seu grito que se torna mais distante a cada passo que eu dou,
Adeus meu amor, Adeus meu amor, Adeus para talvez sempre...
-Eliane Pereira

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